Se você estiver andando em uma fazenda e alguém lhe apontar uma mama-de-porca, cuidado. Talvez a referência não seja a uma leitoa dando de mamar aos filhotes. Mesmo os nomes mais engraçados de plantas sempre têm alguma relação com a sua estrutura ou capacidade de adaptação ao meio ambiente.
Confira, a seguir, 10 vegetais com nomenclaturas bizarras.
Comigo-ninguém-podeNão é à toa que a comigo-ninguém-pode tem esse nome. A fama de afastar o mau-olhado nasceu de sua capacidade de espantar intrometidos. “Ela é altamente tóxica, por ter uma substância dentro das células que, ao penetrarem na garganta, pela ingestão das folhas, causa irritação, inchaço, sufocamento e até mesmo a morte”, afirma a bióloga do Jardim Botânico de São Paulo, Marie Sogiyama. Ela diz que, geralmente, são crianças as principais vítimas da planta.
Boca-de-leãoEla não ruge, não tem juba e tampouco é uma grande predadora. A boca-de-leão é assim chamada porque lembra o focinho do felino. Marie afirma que ela é bastante usada em jardinagem, por ser fácil de crescer na terra.
Maria-sem-vergonhaMaria-sem-vergonha, beijo-turco e biscatinha são alguns dos nomes dados para a mesma planta. “Ela costuma dar em terra de qualquer qualidade e em qualquer lugar, razão pela qual se chama maria-sem-vegonha”, diz a bióloga. Geralmente a planta cresce em pequenos caminhos no meio da mato. Bastante resistente, ela suporta vento, chuva e sol em excesso.
Saco-de-velhoTambém chamada de planta-balão ou saco-de-adão, a saco-de-velho é uma planta invasora bastante agressiva, afirma Marie. Graças à grande capacidade de adaptação, desenvolve-se facilmente e pode desequilibrar ecossistemas. O nome se refere ao fruto: redondo e com pelos eriçados.
Sapatinho-de-judeuHomenageando uma forma de sapato da tradição judaica, esta planta não é brasileira, apesar de ser bastante usada no país em paisagismo, afirma o botânico do Jardim Botânico de São Paulo, Ricardo Reis. Por ser trepadeira, seu tamanho depende do objeto ou construção na qual vai se apoiar.
Cebola-do-desertoReis explica que, por fazer parte das gimnospermas (grupo de plantas sem flores), a cebola-do-deserto pode viver até 1.500 anos. O caule cresce sem parar, em uma espécie de cilindro, até que não se sustenta mais e se esparrama pelo chão, dando um aspecto de polvo ou estrela à planta. Sede não é um problema para a cebola-do-deserto: mesmo que não chova por vários anos, a planta consegue aguentar o período de seca.
Flor-cadáverMuito bem viva, a flor-cadáver tem esse nome por se tornar roxa quando desenvolvida, lembrando o aspecto de um morto, além de feder à carne podre. O odor, quem diria, serve para atrair moscas, que trabalham como polinizadoras, afirma Marie. Extremamente rara na natureza, a flor-cadáver é originária da Malásia e tem o florescimento esporádico – em vez de anual, como em grande parte das plantas, o que explica sua escassez.
Planta-tímidaPlanta-tímida, mimosa-pudica, dormideira ou dorme-dorme são as outras identidades de uma planta que, quando tocada, se retrai. Isto é, quando alguém toca em suas folhas, o vegetal se encolhe, como que envergonhada. Marie afirma que a reação é uma espécie de defesa do vegetal.
Mama-de-porcaSe você nunca viu uma leitoa dando de mamar aos filhotes, talvez devesse encontrar a árvore da mama-de-porca, cuja altura pode chegar a mais de 10 metros. A bióloga diz que os espinhos no tronco são uma defesa contra o ataque de possíveis predadores.
Brinco-de-princesaImagine um brinco de princesa em uma cerimônia de casamento. Agora, veja a foto da flor de mesmo nome. Esta é apenas uma das tantas espécies da brinco-de-princesa, planta trepadeira que, segundo a bióloga, pode ser encontrada em cima das árvores.
Cartola – Agência de ConteúdoEspecial para o Terra










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