terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Por qual caminho atravessar o rio?

 x (Foto: Jeroen Musch )
 
Atravessar um rio de uma margem à outra nunca foi tão difícil como na pequena Purmerend, no norte da Holanda. Isso porque a nova ponte da cidade oferece dois caminhos para o pobre transeunte: quem está a pé deve subir o equivalente a quatro andares numa escada íngreme com inúmeros degraus, apenas para descer o mesmo percurso depois; e quem está de bicicleta pode optar por cruzar um longo e (quase) tortuoso caminho.
 
Ainda que pouco funcional, a Melkwegbrug ("ponte Via Láctea" em português), projeto do escritório Next Architects, vem recebendo elogios. Supostamente, o visual da cidade desde o alto da ponte é fantástico. Talvez seja o espírito de vitória daqueles que a escalaram até o topo - afinal, são apenas 12 metros de altura, não se pode considerar a nova atração um mirante.
 
A ponte faz parte do plano diretor da cidade e visa ligar o distrito Weidevenne à cidade histórica. O seu design possibilita que pedestres e ciclistas atravessem o rio por caminhos independentes. Eficiente, sim. Prático nem tanto. Para ir de uma margem à outra sobre duas rodas é preciso desenhar um grande “Z” que contabiliza mais de 100 m de percurso. No entanto, a razão para um trajeto tão aumentado é nobre. Os responsáveis pelo projeto optaram por manter uma inclinação suave nesta rampa, adequada não apenas para as bicicletas, mas também para o tráfego de cadeiras de rodas. O desnível a ser vencido entre as margens do rio impôs o longo caminho.
E, aqui, voltamos ao começo. A íngreme subida que pedestres precisam encarar para cruzar o rio é a altura mínima para garantir que ciclistas pedalem sem problemas na pista em “Z” abaixo. De qualquer forma, a dúvida permanece: por qual caminho fazer a travessia?
 
  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

  (Foto: Jeroen Musch )

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