Uma menina que sonha em poder frequentar a escola
regularmente, uma banda punk que fez protestos contra o
governo e um grupo de hackers que ataca sites governamentais e
de grandes corporações. O que essas pessoas têm em comum? Elas
sonham com a liberdade em situações em que as
restrições, abusos de poder e censura predominam.
Conheça agora seis pessoas que são exemplos da luta pela liberdade no mundo atual:
Conheça agora seis pessoas que são exemplos da luta pela liberdade no mundo atual:
1. Malala Yousufzai, Paquistão
Aos 11 anos, Malala Yousufzai já demonstrava uma coragem inacreditável ao
denunciar, em um blog na BBC Urdu, os abusos do Talibã em sua região. Moradora
do Swat Valley, área do Paquistão que foi dominada pelo grupo fundamentalista
islâmico em 2009, ela foi uma das principais vozes na luta contra a proibição
das meninas de frequentarem as escolas. Aos poucos, a adolescente que sonhava
em ser doutora e promover educação para todas as crianças em seu país se tornou
um ícone de luta e resistência. No entanto, a militância não agradou aos
fundamentalistas e, no dia 9 de outubro, membros do grupo invadiram o ônibus
escolar no qual a menina estava e atiraram em sua cabeça e pescoço, ferindo-a
gravemente. O ataque gerou revoltas e protestos ao redor do mundo. No
Paquistão, centenas de pessoas se mobilizaram para declarar apoio à causa, entre
eles, dezenas de meninas segurando cartazes com os dizeres “Eu sou Malala”,
deixaram bem claro que a luta dela não foi em vão.
2. Ronny Edr, Israel
A crescente tensão entre Irã e Israel despertou temores de que os dois países
acabem em guerra. No entanto, há quem acredite na paz no Oriente Médio. É o
caso de Ronny Edr, israelense de 41 anos que lançou a campanha “Israel loves
Iran”. Preocupado com a eminência do conflito, Ronny compartilhou uma foto no
Facebook com a frase “Iranianos: nós nunca vamos atacar vocês. Nós amamos
vocês”. A iniciativa, que começou com apenas uma pequena e despretensiosa
imagem, ganhou milhares de compartilhamentos, vídeos e mensagens de amor
correspondido (“We love you back, Israel”, disseram os iranianos). Depois
disso, foi apenas um pulo para que as mensagens de paz e amor ao próximo
ganhassem as ruas e mostrasse que, apesar de todas as mensagens de ódio trocadas
pelos governantes após décadas e mais décadas de animosidades, existem muitas
pessoas que continuam acreditando no respeito e não querem a guerra.
3. Pussy Riot, Rússia
Quando a justiça russa resolveu prender e condenar as integrantes da banda punk feminista e revolucionária Pussy Riot, talvez não soubesse que estavam criando um símbolo para a oposição no país. O grupo fez uma performance dentro de uma igreja ortodoxa pedindo a “Maria, mãe de Deus” para tirar o presidente “Putin do poder” e acabou com algumas das integrantes atrás das grades. Para a corte, as garotas “não expressaram arrependimento por seus atos, violaram a ordem pública e ofenderam os sentimentos dos crentes”. Para o mundo, elas reacenderam o debate sobre a democracia russa e chamaram a atenção da opinião pública internacional para a crescente onde de autoritarismo instaurada por Putin e para a tênue linha entre Igreja e Estado no país. Duas das integrantes continuam presas e as outras saíram da Rússia. O grupo recebeu apoio de celebridades como Madona e Paul McCartney, além de ter sido apontado como um dos 100 mais influentes no mundo das artes, pela revista “Art Review”.
Quando a justiça russa resolveu prender e condenar as integrantes da banda punk feminista e revolucionária Pussy Riot, talvez não soubesse que estavam criando um símbolo para a oposição no país. O grupo fez uma performance dentro de uma igreja ortodoxa pedindo a “Maria, mãe de Deus” para tirar o presidente “Putin do poder” e acabou com algumas das integrantes atrás das grades. Para a corte, as garotas “não expressaram arrependimento por seus atos, violaram a ordem pública e ofenderam os sentimentos dos crentes”. Para o mundo, elas reacenderam o debate sobre a democracia russa e chamaram a atenção da opinião pública internacional para a crescente onde de autoritarismo instaurada por Putin e para a tênue linha entre Igreja e Estado no país. Duas das integrantes continuam presas e as outras saíram da Rússia. O grupo recebeu apoio de celebridades como Madona e Paul McCartney, além de ter sido apontado como um dos 100 mais influentes no mundo das artes, pela revista “Art Review”.
4. Anonymous, Internacional
De uns anos para cá, a máscara de Guy Fawkes, aquela do V de Vingança, se
tornou bastante popular no mundo virtual. Ela é símbolo do grupo Anonymous, que
luta pela democratização da rede e pela liberdade de expressão. A primeira ação
desses ciberativistas aconteceu em 2006, quando uma criança de dois anos foi
barrada na piscina de um parque de diversões no Alabama (EUA) por ser portadora
do vírus HIV. Em protesto, o grupo invadiu o Haboo, uma espécie de jogo e rede
social no qual os usuários interagem em um hotel virtual, bloqueando a área da
piscina com o aviso “Fechado devido à AIDS”. Diversas manifestações vieram
depois, entre elas a Operação Vingança, que tirou do ar sites de grandes
gravadoras e outros opositores da distribuição de conteúdo protegido por direito
autoral na internet. O protesto foi motivado pela tentativa de desativar as
páginas de torrent e download, como o Pirate Bay. O grupo ainda apoiou o
fundador do WikeLeaks, Julian Assange, e o movimento Ocuppy Wall Street, além de
ter feito oposição ferrenha ao SOPA (Stop Online Piracy Act). Em 2011, também
denunciou mais de 1500 usuários do site Lolita City, que disponibilizava
pornografia infantil.
5. Liu Xiaobo, China
A primeira vez em que Liu Xiaobo foi preso por desafiar o governo chinês foi
em 1989. Ele era um dos manifestantes no famoso movimento estudantil
pró-democracia que foi severamente reprimido com tanques de guerra, na Praça
Celestial, em Pequim. Em 2010, quando foi consagrado com o prêmio Nobel da Paz,
Liu estava novamente preso por cometer o crime de desejar a democracia. Liu foi
um dos autores de uma carta que pedia respeito aos direitos humanos e à
liberdade de expressão, além da convocação de eleições em um país livre,
democrático e constitucional. A manifestação, divulgada em 2008 em comemoração
aos 60 anos da Declaração Universal sobre os Direitos Humanos, foi assinada por
cerca de 300 intelectuais chineses e apoiada por mais de 12 mil pessoas na
internet. Em dezembro de 2009, ele foi condenado por subversão. A sentença de
11 anos de prisão e dois anos de perda de direitos políticos gerou protestos em
todo o mundo.
6. Shirin Ebadi, Irã
Em 2003, Shirin foi agraciada com o Nobel da Paz, por sua luta em favor dos
direitos das mulheres, crianças e refugiados. No entanto, a história de ativismo
político da iraniana estava apenas começando. Seis anos mais tarde, quando o
iraniano Mahmoud Ahmadinejad venceu as conturbadas eleições presidenciais, ela
estava fora do país para um seminário. De longe, viu o governo reprimir
duramente as manifestações contra o resultado do pleito e não voltou mais. Desde
então se dedica a produzir relatórios para ONU e a viajar de país em país
buscando o apoio de líderes na tentativa de libertar o Irã. Suas ações já
levaram as Nações Unidas a tomarem quatro decisões formais contra a tirania do
presidente. Nem mesmo quando o governo iraniano ameaçou sua família, prendendo
sua irmã e torturando seu marido, ela fraquejou. “Eu os amo, mas amo ainda mais
a justiça”, afirmou.
Conteúdo do site SUPERINTERESSANTE
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