terça-feira, 5 de junho de 2012

Expressões regionais brasileiras

Você garoteou, hein”; “Tchê, hoje está um frio de renguear cusco”. Nunca ouviu essas expressões? Típicas de diferentes partes do país, essas duas e muitas outras causam estranheza em pessoas de outros estados. Curiosas e até mesmo bizarras para quem não as conhece, elas fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros e são utilizadas nas mais diversas situações. A seguir, conheça o significado de 10 curiosas expressões regionais.

Mas quando
Expressão muito comum no norte do país, em cidades como Belém do Pará, “mas quando” é usada para ter certeza de que alguém está falando a verdade, mas de uma forma educada. Assim, o interlocutor pode tentar convencer o outro de que não está mentindo. Por exemplo, no diálogo: “Eu marquei três gols na partida.” “Mas quando!” “É sério, pode perguntar para todo mundo que estava lá”.

Nó e nu
Se você já visitou Minas Gerais, com certeza já ouviu as gírias “nó” e “nu”, usadas como aumentativos, a partir da simplificação de “Nossa Senhora”. Mas atenção para as diferenças: se você perguntar a um mineiro se o show ao qual ele foi estava muito cheio e ele responder “nó”, quer dizer que tinha bastante gente mesmo. Agora, se ele responder “nu”, quer dizer que o espetáculo estava muito cheio, sem espaço para ninguém respirar.

Penoso
Alguém que evita dar uma volta em seu carro porque acabou de sair da concessionária pode ser chamado de “penoso” em Belém ou em algumas partes do Nordeste. A gíria se refere a alguém que tem pena de fazer as coisas.

Mofar com a pomba na balaia
Com forte influência da colonização açoriana, o vocabulário de Florianópolis apresenta algumas expressões bastante curiosas, como “mofas com a pomba na balaia”. Calma, não é nenhum xingamento: é apenas uma forma de dizer que um desejo seu – um encontro com a Giselle Bündchen, por exemplo – é bem difícil de ser realizado, e que você terá que “mofar”, “esperar sentado” até isso acontecer. Entendeu agora?

Debaixo do bloco
Em muitos lugares, como Brasília, a arquitetura também influencia hábitos culturais e até mesmo a formação de expressões que se tornam populares. Um bom exemplo é “debaixo do bloco”, que faz referência à parte de baixo dos edifícios da cidade, chamados de “blocos”. Assim, o lugar pode ser usado para diversas atividades, como brincadeiras entre crianças e ponto de encontro entre amigos.

Garotear
Comum entre os cariocas, a expressão é usada quando alguém faz alguma bobagem, literalmente se comportando “como um garoto”. Como quando você esqueceu o seu aniversário de namoro, por exemplo; se a sua namorada ou seu namorado fosse carioca, diria: “Você garoteou, hein”.

Frio de renguear cusco
“Mas bah, guri, tá um frio de renguear cusco”. Muito comum entre os gaúchos, que sofrem com as baixas temperaturas durante o inverno, a expressão é usada quando está tão, mas tão frio, que até o cachorro – também chamado de cusco no Rio Grande do Sul – se encolhe.

Cheio do pau
Em alguns lugares do nordeste, como em Salvador, quando você estiver em um bar e seu amigo baiano falar que o sujeito da mesa ao lado está “cheio do pau”, não estranhe: ele só está se referindo ao estado etílico do rapaz, que deve ter bebido algumas doses a mais.

Virado no molho de coentro
Outra típica do nordeste. Muito usado na região, o molho é feito à base de um tempero bem forte, o coentro, e a expressão é dita quando alguém está muito agitado e parece ser capaz das mais altas proezas. Detalhe: pela pronúncia da região, os recifenses falam que o sujeito está “virado no mói de coentro”.

Dar rata
A expressão é bastante comum em lugares como Goiânia, e não tem nada a ver com a fêmea do roedor. “Dar rata” é usada quando alguém fala o que não deve, como contar pro aniversariante que estão preparando uma festa surpresa. O linguarudo certamente ouviria de um goiano: “Você deu rata, hein”.

Cartola – Agência de ConteúdoEspecial para o Terra

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