segunda-feira, 21 de maio de 2012

Conheça 10 maravilhas do planeta em perigo que valem a visita

A UNESCO chamou a atenção do planeta quando colocou as Ilhas Galápagos, uma grande maravilha natural, numa lista de lugares em perigo, em 2007. Mas como consequência de esforços de conservação por parte do governo do Equador, as Galápagos foram tiradas da lista. Uma prova de que é possível reverter situações, um sinal de esperança, tendo em consideração que numerosos lugares no planeta estão ameaçados pelas mudanças climáticas e outros problemas. Confira a seguir as dez maravilhas do mundo que estão em perigo, selecionadas pelo site Budget Travel.

Antártida
Nos últimos 50 anos, as temperaturas em algumas partes da Antártida aumentaram até cinco vezes mais rápido do que a média global. Se o degelo da Antártida não parar, ou ao menos diminuir, as consequências para o resto do planeta podem ser gravíssimas, com desaparecimento de nações inteiras submersas sob a água (as Maldivas, por exemplo, seriam uma das primeiras), e a extinção de espécies e ecossistemas. Para entender a importância deste lugar inabitado, cruzeiros e expedições são realizadas e levam os turistas ao “sexto continente”. A empresa canadense G Adventures tem um cruzeiro de 13 dias a bordo do M/S Expedition, com biologistas e historiadores a bordo.

Veneza
Veneza é uma das cidades mais bonitas e românticas do planeta. Boa parte de seu charme vem do fato de ser uma cidade construída sobre a água, em 118 pequenas ilhas. Mas este charme põe em risco o futuro de Veneza, ameaçada pelo aquecimento global e a consequente subida das águas: se em 1900 a famosa Piazza San Marco ficou alagada sete vezes, em 2002, o número tinha subida para 108 vezes. Para piorar, a água salgada, proveniente do Mar Adriático, rói os numerosos edifícios e monumentos históricos da cidade.

Cordilheira do Himalaia
A cordilheira do Himalaia se estende por uma distância de mais de 2.400 km, passando por sete países, como China e Índia. Coberta de neve e gelo, a cordilheira tem a maior massa de gelo fora dos pólos, com mais de 46 mil geleiras. E muito deste gelo está derretendo por causa do aquecimento global. Entre 1950 e 1980, metade das geleiras do Himalaia estava diminuindo. Hoje, são 95%. Aproximadamente um sexto da população global, que vive ao longo dos dez principais rios da Ásia poderia sofrer diretamente as consequências devastadoras do degelo total das geleiras do Himalaia.

Regiões vinícolas
As principais regiões vinícolas do planeta, de Bordeaux (França) a Rioja (Espanha), passando pelo Vale de Napa (EUA) e as produções de vinho do Chile e da Argentina poderiam ser afetadas pelas ondas extremas de frio e calor causados pelas mudanças climáticas. Mudanças no solo e diferenças de temperatura têm tudo para desestabilizar o equilíbrio necessário para ter uvas perfeitas para a produção de vinhos. As condições são tão extremas que as regiões vinícolas da Europa poderiam acabar mudando para o norte, em países como Inglaterra ou Escócia.

Leões selvagens
Os leões selvagens da África estão entre os animais mais ameaçados do mundo: nos últimos 50 anos, sua população caiu de maneira dramática, passando de 450 mil a cerca de 40 mil em todo o continente. Os pesquisadores mais pessimistas estimam que a espécie poderia desaparecer em até vinte anos. Zâmbia, Quênia e Tanzânia, com reservas como o Parque Nacional Serengeti, são alguns dos lugares para encontrar, por enquanto, o "rei da selva".

Floresta Amazônica
A Amazônia é conhecida como o pulmão do planeta, mas se seu ritmo de destruição continuar como está atualmente, ficaremos rapidamente sem fôlego. Cerca de 60% da floresta amazônica encontra-se em território brasileiro, e o resto está espalhado por Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Suriname e Guiana. Se o desmatamento persistir, 55% da Amazônia podem desaparecer até 2030, ameaçando seus cerca de 30 milhões de habitantes e 10% das espécies animais que existem no planeta.

Alpes
Os Alpes vão da Itália até a Eslovênia, passando pela França, Suíça, Alemanha e Áustria, com maravilhosas paisagens montanhosas, belas trilhas e muito espaço para a diversão de esquiadores e snowboarders. Mas esta beleza toda encontra-se ameaçada pelo derretimento de suas geleiras. Segundo cientistas, a maioria delas poderiam desaparecer até 2030, não só terminando com belos cartões-postais, mas também pondo em risco ecossistemas, rios e vales. A situação é tão extrema que uma das soluções encontradas para diminuir o derretimento das geleiras foi envolvê-las em materiais térmicos durante os dias mais quentes do ano.

Parque Nacional Virunga
Fundado em 1925, o Parque Nacional Virunga cobre aproximadamente 8 mil km² no Congo e é o parque nacional mais antigo da África. Virunga tem savanas, pântanos, geleiras, e contém a maior diversidade biológica de toda a África, com mais de duas mil espécies de plantas, 700 espécies de aves e 200 espécies de mamíferos, incluindo hipopótamos e um terço da população mundial de gorilas da montanha. A vegetação do parque está sendo ameaçada pelo desmatamento ilegal por conta de produtores de carvão, causando devastação na parte sul de Virunga. Outro grande problema do parque de Virunga é sua localização, próxima às violentas fronteiras com Uganda e Ruanda (fruto dos conflitos da região, mais de 140 guardas florestais foram assassinados em serviço desde 1996).

Grande Barreira de Coral
A Grande Barreira de Coral estende-se por mais de 2.300 km no litoral nordeste da Austrália e é a maior estrutura do mundo formada por organismos vivos, com mais de três mil recifes. No entanto, nos últimos 50 anos, este paraíso marinho já viu metade de seus corais desaparecerem. Se as emissões de CO2 não diminuírem 25% até 2020, a Grande Barreira de Coral como um todo tem apenas 50% de chances de continuar existindo, ameaçando as numerosas espécies de animais marinhos que vivem nela.

Machu Picchu
A cidadela de Machu Picchu, situada nos Andes peruanos, é uma das maiores maravilhas arqueológicas que existem no mundo, vestígio da cultura Inca. Mas a UNESCO alertou recentemente as autoridades peruanas sobre as sérias ameaças que pesam sobre Machu Picchu, fruto do turismo em massa. Cerca de 800 mil visitantes passam anualmente pelo local. Isso, junto com gravações de filmes, comerciais e outros eventos, põem em perigo a integridade dos vestígios. O problema para as autoridade é que mais de 175 mil pessoas dependem diretamente do grande número de visitantes que chegam ao Peru para conhecer Machu Picchu, o que dificulta a restrição do turismo.

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