Ele é o guardião das portas do céu e também protetor dos pescadores. No litoral, o último dia das festas juninas é marcado por procissões no mar em homenagem ao santo pescador, Pedro.São Pedro, um dos 12 apóstolos de Cristo, foi nomeado o primeiro papa da Igreja Católica, por isso é considerado seu fundador. Além disso, segundo a crença, ele guarda as chaves do céu. Nos festejos, este santo é uma lembrança constante, inclusive no boi-bumbá, que acontece em junho em cidades como Parintins, no Amazonas, e em São Luís. A comemoração tem origem na confluência entre índios, negros e portugueses e as homenagens acontecem por meio de cantos e danças em que o boi – uma armação de madeira e tecidos – é a atração. Nesse dia, várias pessoas aproveitam para pagar suas promessas. No livro Matracas Que Desafiam o Tempo – O Bumba-Meu-Boi do Maranhão, Maria Michol Pinho de Carvalho, diretora do Centro de Cultura Popular do Maranhão, afirma que “o boi funciona como um veículo de comunicação espiritual, formando uma ponte entre santo e devotos”.
Texto e Fotos: Andréa D’Amato
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